terça-feira, 11 de março de 2008

Mais animal que bicho no cio

Mais liso que pedra de rio

Mais disperso que a braquiara

E que custa os olhos da sua cara

Tem cheiro próprio, como tem o mangue

Não é genético, mas já vem no sangue

Tá mais na cara que o teu nariz,

Mais estrondoso que o riso de quem é feliz

Mais infeliz que animal endêmico

Mais engraçado que político excêntrico

Muito mais belo que obra de arte

Mais irritante

Mais irritante que Sessão da Tarde

Enxerga tanto que não vê o próximo

Trabalha ainda mais, mas prefere o ócio

Se une tanto que não tem nem sócio,

Mas tem clientes para seu negócio.

Mais complexo que física quântica

E mais mentiroso que música romântica

Já faz bem tempos que convive aqui,

Faz parte de todos e dos que hão de vir.

Mais inteligente que a própria sorte

E mais sorrateiro que a própria morte.

Mais comum que rebolada frenética

Mais falso que o conceito de ética.

Aparece em todos, em qualquer idade

Faz um homem perder sua identidade

Quando maquia a felicidade;

Quando mistura dinheiro com dignidade.

É a sutileza entre a derrota e a vitória

É o que fica, o que entra pra história

Vão-se os bons, mas sempre fica um ranço

E que sobra sempre na mão de um novo Santo.

Segure o resto que eu seguro o pranto...

E foi assim que entrei na aventura,

A fim de acabar com essa tortura

Tive que mudar minha própria envergadura,

Enfrentei meu eu e minha postura,

Guerreio com os céus CONTRA A MÁ CULTURA...
passando ao largo desistido antes de começar evitando o que talvez pudesse dar certo andando contra o fluxo tomando o caminho menos curto fazendo tudo como se fosse pela última vez olhando a normalidade sem se queixar sem saudades nem rancor nem nada deixando o ciúme na esquina de qualquer lugar.

última bolha de ar

no fundo, antes que prometa

não desperdiçar água, não sugar

o que há

de mais

bonito

aqui embaixo

começa a contagem mais limpa,

pulando dezenas pra chegar

viva

às fisgadas

no peito

e ele

promete

parar

sonata

não me emociona o heroísmo

o que arranha as unhas nas paredes

do precipício deixo cair
a saudade que se sente

o faz de conta, aquela fantasia

não me emocionam mais
meu coração parou de bater

na tecla que você chama de destino

e o que você chama de amor

eu não atendo mais.

Zerinho ou um

seguem essas linhas

pro que se desfez


e para todo achismo

uma certeza


no fundo, queremos

recuperar a costura.

quarta-feira, 5 de março de 2008

agora sim, mamãe.