domingo, 13 de maio de 2007

Não tem atalho


Arrastado o tempo passa
E de tanta dor, me guardo
Vivendo de enganos
E certezas, ignorando

Dos enganos, dos medos
Do medo que ainda te amo

Deixo que o tempo passe
Vou de passo em passo
Mas não muda o retrato
Que não olho, apenas disfarço

E também do meu orgulho, não largo
Do meu bolso, eu pago
Que no fundo do agudo
Não tem atalho

Não tem atalho

Pra ver de perto seu sorriso
Que hoje, é visto
Por ninguém mais que alguém
Que não seja ninguém

Desacredito

Mas também acredito
Que de Deus, mais uma prova
O primeiro que acertar a prosa
Dando a nota, o dia e a hora

Que eu vou te ter de volta.

2 comentários:

Aguinaldo Cavalheiro de Almeida (guiga) disse...

Que massa Giulia, é seu? Adorei, tem coisas que nào tem meio termo mesmo.

M.L. disse...

De facto.