segunda-feira, 7 de setembro de 2009


Olha que eu já acreditei na felicidade. Acreditava em missas dominicais, em primeira comunhão, em batizado, no céu e no inferno. Já acreditei em nós. No nosso amor. Veja só, eu já acreditei no amor. Hoje o que eu tenho são alguns poucos livros em uma estante de madeira, alguns mapas espalhados pela parede do quarto. Mapas que me dão a garantia de que queria estar em qualquer outro lugar, menos aqui. Eu já tive um pai. Ele se foi. Há exatos quinze anos ele se foi sem se despedir. Só queria poder dizer pra ele que ele fez e faz muita falta. Mas agora não dá mais. Já acreditei em vida após a morte. Hoje não acredito mais. Hoje me limito a acreditar nos livros da minha estante, nas palavras de alguns poucos amigos que me restaram, nos filmes que não me canso de rever e naqueles muitos que gostaria de assistir, mas não passam por aqui. Acredito muito pouco em tudo. Prometi para alguém ser mais otimista e ser menos incrédulo. Vou tentando. Não acredito no ser humano, pelo menos naqueles que querem ser acreditados. Talvez por isso meus melhores amigos se orgulham de não serem vencedores, não ostentam medalhas de honra ao mérito, bebam até de manhã e sempre estão metidos em confusão. Talvez por isso essa urgência de abrir a porta e sair correndo. Talvez por isso esse desespero vem me consumindo e eu não consigo dormir mais do que três horas por noite. Talvez por isso essa necessidade de falar, mesmo sem ser escutado.


5 comentários:

Veridianna Queiroz disse...

hahaha é talvez seja !

Guiga disse...

talvez eu deva vender todos estes libros e ter e-book haha

Giulia Piovezan disse...

talvez não.

a sêde do peixe disse...

e talvez seu orkut esteja com problema, que eu não conssigo te deixar recado...
ó: sexta vai ter roda de samba/pagode/axé/funk/despenteia
lá no adão.
chama a polhet's por mim?
bejunda.

Fernanda disse...

talvez vc esteja sendo escutada, mesmo sem querer saber! =)